Como aumentar as chances de sucesso em suas iniciativas de inovação?

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Pessoas montando um quebra-cabeça

Tempo, esforço, dinheiro e uma equipe altamente criativa, podem construir e desenhar excelentes processos, produtos e serviços que ninguém queira usar ou comprar, em especial, o cliente. Se em um cenário com fatores altamente positivos, normalmente e vulgarmente conhecidos como “receitas de bolo”,  não são a garantia de sucesso de uma iniciativa de inovação, como podemos minimizar os riscos e aumentar as chances de sucesso?

Filosofia, metodologia, métodos e abordagens…

Embora exista a máxima: “o feedback do cliente pode ser mais valioso que pesquisas, projeções e intuição dos líderes”, não faltam no mercado ótimas metodologias que podem de fato, contribuir e ajudar a trilhar um caminho mais seguro, seja em uma organização que quer transformar seu negócio, redesenhar seus processos, criar novas experiências por meio de produtos e serviços ou simplesmente, ter o domínio e a segurança de que utiliza internamente a melhor e mais reconhecida abordagem mercadológica.

No entanto, existe uma pequena, porém importante confusão, no entendimento do papel de uma metodologia, da utilização de métodos e abordagens e na orientação da aplicação de ambos, sob a luz de uma determinada filosofia. Evidente que o problema não é a semântica, tampouco ter a clareza da definição acadêmica de cada uma delas, mas sim, saber quando, por que e como utilizá-las e gerenciá-las. Para promover inovação, este singelo aspeto certamente fará total diferença, afinal, entregar valor a um cliente requer um certo senso de dinamismo que por sua vez, requer um conjunto amplo de competências e multiplicidade de ferramentais de apoio.

Metodologias: Úteis e perigosas

De modo resumido, metodologias são um conjunto de métodos específicos, que conduzem ao alcance de um determinado objetivo. Não se viu ainda, ao menos em nenhuma das que tiveram sucesso no mercado, a falta da sábia e explícita citação de seus criadores, orientando para algo como: “neste ou naquele ponto específico, adeque/suprima/customize e faça em conformidade com a cultura da sua organização”. Citação sábia, porém inócua! Deve haver uma razão biológica para tal comportamento, mas a nossa tendência como seres humanos é se agarrar a caixa de ferramentas de soluções prontas e confiar nelas cegamente, sem respeitar os pontos de alinhamento com a realidade do nosso mercado, nossos clientes, nossa cultura e por que não dizer, nossa realidade financeira. É sempre bom e soa muito responsável, minimizar o risco de se implementar uma metodologia que já vem com um manual passo a passo, pronto e testado, do que foi implementado com sucesso nas famosas multinacionais X, Y e Z. Porém, muito pouco questiona-se com viés crítico, os aspectos gerais que impulsionaram o êxito, além da execução dos métodos que foram documentados.

Filosofia é a bússola das Metodologias

Para fomentar o ganho da maturidade entre a metodologia “fechada e pronta” x “a realidade da sua organização”, trabalhar com filosofias é uma resposta bastante assertiva. Como já escrito em outro post, filosofia é um conjunto de princípios que orientam normas, padrões, condutas e crenças, no entanto, ela não explicita como eles devem ser alcançados. O papel do “como fazer“, fica a cargo das metodologias. De forma inteligente e aderente, quando bem compreendidas, as filosofias deixam propositalmente esta lacuna do “como fazer“, para que a sua realidade, sua cultura e sua capacidade de investimento, possam avaliar e decidir sobre quais métodos específicos de uma ou mais metodologias, são aplicáveis e exequíveis para alcançar seus objetivos, metas e clientes. A capacidade que uma filosofia proporciona em mesclar métodos mercadológicos com métodos aderentes e específicos da sua organização, criará um potente ativo de conhecimento (know how), por meio de uma metodologia que realmente funciona e que é quase sempre a prova de erros: a sua própria!

Processos: O caminho para o sucesso

Fato é que independente do cenário ou da maturidade na utilização dos diferentes ferramentais acima, o sucesso de qualquer iniciativa, sejam rasas ou profundas as suas dimensões de criação e transformação, pode ser antecipadamente alcançado seguindo o processo correto. Sendo um processo, ele pode ser construído, aprimorado constantemente, aprendido e então, pode ser também ensinado e replicado. Até mesmo a liberdade das abordagens lúdicas, como por exemplo o Design Thinking, pode (e deve) se agregar com elementos empíricos e serem guiados por métodos mais pragmáticos. Inovar está na arte de combinar e não na exclusão de uma seleção assertiva! Processos tem a capacidade e a vocação de orquestrar a execução de todas estas combinações com maestria, provendo feedback de maturidade, aderência, reutilização, investimentos, esforço e possíveis correções de rota. Basta olharmos os casos de sucesso dos unicórnios ou das big techs, enquanto suas estratégias de administração contemporânea (sempre cuidado especial com a falácia dos pseudo-gurus e suas fórmulas mágicas).

Como você pode aplicar na prática todos esses conhecimentos?

Te parece muita teoria? Não se preocupe! Pensando em simplificar todo este contexto, criamos a Maratona dos Processos Ágeis! É um programa de educação, onde demonstramos de forma 100% prática, como combinar a comprovada eficácia de todos estes elementos citados acima, para uma única finalidade: Entregar soluções inovadoras e experiências de valor ao cliente por meio de Processos!

Na ministração do programa, temos a disciplina BPM orquestrando toda a jornada e nos apoiamos na Filosofia Ágil como pano de fundo para entrega de valor, nos métodos e princípios do Lean para aprendizagem constante e nas abordagens e metodologias lúdicas como Design Thinking e Design Sprint, contribuindo na criação de soluções inovadoras e aderentes ao cliente. Sem deixar de fora importantes aspectos de Transformação Digital que regem o mercado, faremos uma imersão no cenário global de tecnologias e plataformas digitais para automação de processos.